quinta-feira, 22 de novembro de 2018

SUPER-HERÓIS: UM ENTENDIMENTO PSICANALÍTICO DO IMAGINÁRIO DA CRIANÇA

SUPER-HERÓIS: UM ENTENDIMENTO PSICANALÍTICO DO IMAGINÁRIO DA CRIANÇA.



SUPERHEROIS: A PSYCHOANALYTIC UNDERSTANDING OF THE IMAGINARY OF THE CHILD

Vanessa Adriana Divino


RESUMO
O presente artigo almeja apresentar a relação entre a psicanálise e o imaginário infantil, sendo uma conexão que permeia as representações do mundo imaginário da criança, o que significa e as formas que os contos e super-heróis podem contribuir para a sublimação da angústia infantil e todo o novo que o mundo representa diante dela. Espera-se, com este estudo apresentar alguns teóricos do desenvolvimento psicanalítico, bem como a constituição do herói como objeto simbólico da criança.

Palavras-chave: Psicanálise, Criança, Super-herói, Objeto simbólico.


ABSTRACT

This article aims to present the relationship between psychoanalysis and the child's imagination, a connection that permeates the representations of the imaginary world of the child, which means and the forms that tales and superheroes can contribute to the sublimation of childhood anguish and all the new that the world represents before it. It is hoped, with this study to present some theorists of the psychoanalytic development, as well as the constitution of the hero as symbolic object of the child

Key words: Psychoanalysis, child, Superhero, Symbolic object.
.






INTRODUÇÃO
Os super-heróis têm sua imagem e dinâmica estabelecidas em toda psique humana, seja aquele personagem que se viu há anos, ou até mesmo os mais recentes, trazendo com eles todo aspecto de justiça, proteção aos menos favorecidos e cuidados com os humanos. Passando por momentos difíceis e por vezes cruéis, vão marcando sua história no decorrer da vida de cada um.
Este artigo visa proporcionar um entendimento psicanalítico do imaginário da criança em relação com o super-herói favorito.
Diante de muitas indagações feitas a respeito da criança, uma problemática foi lançada para compreensão do fenômeno da psique infantil, sendo uma delas a respeito de que se a psicanálise conseguiria descrever a relação do imaginário da criança com seu super-herói.
O que se tem observado é que a psicologia tem tido o cuidado de cada vez mais tentar compreender a complexidade biopsicossocial humana e os aspectos que a influenciam, como por exemplo, o desenvolvimento infantil.
Buscou-se neste trabalho ressaltar como a psicanalise, uma abordagem que ganha cada vez mais espaço entre psicólogos entende o imaginário infantil e o quanto se torna importante e necessário que os pais ou cuidadores estejam atentos naquilo que apresentam a seus filhos, seja em canais de comunicação, revistas de quadrinhos, séries e outros.
Diante dessa demanda, se fez necessário compreender sucintamente o que é esperado em cada fase do desenvolvimento humano, para assim, trazer aos pais ou cuidadores a responsabilidade em oferecer um ambiente facilitador e sadio, que não vise apenas a suprir os aspectos de necessidades básicas, como por exemplo: a alimentação, higiene e segurança, mas que priorize sua relação afetivo-emocional, psicossocial, e também no que diz respeito a formas do desenvolvimento de apego e vínculo, que pode ou não repercutir em sua vida adulta.
Por se fazer conhecer muitos teóricos do desenvolvimento, se fez mais aplausível que se colocasse alguns dos autores mais enfáticos no conhecimento da criança, sua forma inicial de relação com o objeto e os quais tenham sua teoria correlacionada com o tema e problemática apresentada, não sendo desmerecidos os demais, que de uma forma ou de outra contribuem para o crescimento do saber psicológico humano.
Como objetivo de partida, foi proposta a descrição de como a psicanálise entende a influência do super-herói no imaginário da criança, bem como objetivos específicos se intercalaram em forma de realizar um levantamento bibliográfico descritivo analítico, um levantamento de principais psicanalistas a respeito do desenvolvimento humano, compreender o significado para a criança em ter um super-herói favorito e não obstante, expor a possível relação de escolha do personagem com sua personalidade e demonstrar o processo da identificação corporal da criança em relação ao seu personagem e o que isso pode acarretar.
Este estudo trata-se de um estudo bibliográfico que busca a análise de dados a partir de fontes confiáveis sobre o tema escolhido.
Buscou-se principais referenciais teóricos em sites de pesquisas, bem como artigos científicos e livros propícios ao tema abordado, como por exemplo: A psicanalise dos contos de fadas do autor Bruno Bettelheim e Fadas no Divã: Psicanalise nas Histórias Infantis, dos autores Diana Lichtenstein Corso e Mario Corso, e para se entender o desenvolvimento infantil se fez necessário explorar autores renomados da psicanalise.
Importante ressaltar a colocação de Munarim (2004), quando se refere à importância da apresentação dos personagens às crianças, pois elas tendem a desenvolver o processo de imitação daquele personagem, pois a criança se encanta com o mundo lúdico e cheio de magia que o personagem representa, assim ela desenvolve comportamentos de acordo com a imagem que visualiza e isso repercute em suas atividades diárias.
De acordo com Salgado (2005) os desenhos atuais estão cada vez mais próximos à realidade da criança e seu meio, assim contribui para que ela drible as angústias e dificuldades diárias que a vida moderna demanda.
Diante disso, observou-se a relevância da escrita deste estudo para que aqueles que se interessam pelo tema, possam compreender a “mágica” que influenciam as crianças, e o que pode acarretar a elas, pois compreende se que a psicanálise possui uma contribuição com bastante ênfase no entendimento da psique humana, e assim isso se aflora no esclarecimento de como se pode trabalhar com as crianças e entendê-las, pois sempre há um outro lado do comportamento apresentado.
Os personagens, heróis ou não, são em grande parte objetos de identificação, e não seria muita ousadia relatar que até para os adultos são importantíssimos, visto que mundialmente a cada filme que é lançado as salas de cinemas lotam de pessoas, e para os tímidos vem logo a fala de que se esta “levando os filhos para assistir”, e ainda têm aqueles que assumem sem censura, que são fãs e acompanham.
Já que este tema aponta bastante interesse nas pessoas, é notável que a psicanálise tenha algo à dizer, então, este trabalho visa descrever a influência do super-héroi no imaginário da criança, bem como expor a sua possível relação na escolha do personagem com a sua personalidade, não obstante, buscou-se demonstrar a relação da identificação corporal da criança em seu desenvolvimento e o que pode acarretar neste processo.

CAPÍTULO 1 - A PSICANÁLISE E A PSIQUE INFANTIL.

Há tempos, um grande ícone da psicanálise, Sigmund Freud desenvolveu-a como forma de estudar o comportamento humano, gerando desta maneira o desenvolvimento de três instâncias da psique, hoje, muito conhecidas mundialmente: Id, Ego e Superego, e básicamente, pode se descrever o funcionamento de cada Instância como fundamental para descrever ou compreender a personalidade de cada indivíduo. Sendo o Id (isso) governado pela busca do prazer e satisfação, o Ego (eu) responsável pela racionalização e intermediação e o Superego (super-eu), que atribuí às normas sociais e todas as leis que regem o comportamento humano. Desta maneira, sucintamente descrevendo, Freud coloca que as motivações Inconscientes (Id) são as que exercem fundamental papel na configuração do comportamento humano (JARRET, 2014).
Em dias atuais, temos diversos autores que por sua vez seguiram os ensinamentos do grande precursor da psicanálise, outros, no entanto, decidiram por explorar outras vertentes, formulando suas próprias teorias a respeito da compreensão do comportamento humano. Como se têm larga escala de teóricos, buscou-se neste capítulo optar por alguns que lidam mais com crianças e a parte lúdica, como exemplo, Melanie Klein, uma das mais conceituadas na área infantil, que inicia sua técnica de análise de crianças observando o brincar em 1920, inspirada em Freud, pelas observações que teve do brincar da criança com o carretel. Melaine observava que a criança ao brincar poderia estar representando suas ansiedades e fantasias simbolicamente (SEGAL, 1975).
Alguns descrevem que é imprescíndivel compreender a criança desde o ventre e que o aparelho psíquico é desde muito cedo já estabelecido, assim como Melaine em sua teoria explica todo processo do desenvolvimento da criança ainda bebê que oscila entre “posições”.
Outra abordagem importante é a de Anna Freud que segue de forma rigorosa a psicanálise, discordando de Melaine em muitos aspectos, inclusive ao fenômeno da transferência, em que não acredita que possa ocorrer na infância, considerando que o ego estaria em formação (AFFOSNO, 2012).
Na literatura estão disponíveis muitas formas de compreensão acerca da psique infantil e como fundamental propósito da psique e psicanálise, nada mais concernente que deixar exposto a colocação de Bettelhein (2011) em que afirma que o conto ou os personagens em si, não apenas divertem as crianças como possibilitam a clareza sobre si próprio e favorece o desenvolvimento de sua personalidade, oferecendo desta forma um significado para sua existência.
Sei e Cintra (2017) relatam que a psicanálise de crianças tem muita repercussão nos dias atuais, inclusive contemplando intervenções das mais diversas, inclusive passa por adaptações com ofertas de novas linguagens, brincar e grafismos.
O que se refere à criança no olhar psicanalítico, pode se dizer que a criança é um ser repleto de emoções já no inicio da vida, ou seja, de acordo com Priszkulnik (2004) desde os tempos de Freud a criança na psicanálise era observada como dotada de tristeza, solidão, raiva e desejos, visto que a concepção de ideia de criança tem mudado profundamente, inclusive de acordo com a cultura e os ideais dos pais ou cuidadores e da sociedade para com ela.
Como discorre Freud (1907/1976a):

A criança sente tristeza, solidão, raiva, desejos destrutivos, vive conflitos e contradições, é portadora de sexualidade, escapa ao controle da educação e “[...] é capaz da maior parte das manifestações psíquicas do amor, por exemplo, a ternura, a dedicação e o ciúme”.

Ao que se refere o brincar na psicanálise com crianças, um dos principais instrumentos é a utilização da caixa de brinquedos que facilita a interpretação, compreensão e permite assim a elaboração da psique infantil (SEI E CINTRA,2017).
Dessa mesma forma, entende-se que o brincar sugere desde o trabalho psicanalítico de intervenções até uma forma de compreensão que a criança elabora suas angústias, medos, incertezas, e busca através disso se encontrar no espaço de mundo que ela se encontra.
De acordo com Winnicott (1971) citado por Zimerman (2001), o brincar seria como uma porta de entrada para o inconsciente, tendo como essência a criatividade; o faz de conta funciona como um estímulo para que então se possa elaborar a fase de transição das fantasias, ou seja, o mundo interno e subjetivo da criança para o então mundo objetivo e externo.
Os aspectos sadios do brincar da criança e a superação das fases com um ambiente suficientemente bom para criança pode repercutir na vida adulta e mais que isso, ser responsável pelo andar da vida toda. De acordo com Winnicott (1975) quem desejar trabalhar com crianças não deve ter uma postura moral e educativa, mas sim, compreender a criança e o que ocorre em sua psique.

CAPÍTULO 2 - O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E SUA RELAÇÃO COM SUPER HERÓIS.

Um dos mais relevantes para a psicanálise, senão, um ponto de partida para os grandes estudos advindos posteriormente e que não poderia deixar de ser citada, é a psicanálise Freudiana e sua concepção acerca do desenvolvimento infantil.
De acordo com Zavaroni, Viana e Celes (2007),

Na psicanálise, infância e infantil estão remetidos a estruturas conceituais diversas. Enquanto a infância refere-se a um tempo da realidade histórica, o infantil é atemporal e está remetido a conceitos como pulsão, recalque e inconsciente. Assim, se o infantil na psicanálise é constituído em referência aos conceitos e ao trabalho psicanalíticos é preciso que essa especificidade fique demarcada na psicanálise e que o infantil compareça na metapsicologia em seu afastamento e diferenciação ao tempo da infância, embora que irrevogavelmente referido à mesma. O infantil diz do modo peculiar de tomar a infância no trabalho de análise, ou seja, como marca mnêmica recalcada, referente aos primeiros anos de vida”.

Freud, por sua vez, identificou cinco fases do desenvolvimento infantil, da qual ele denominou como fases do desenvolvimento psicosexual, sendo que estas fases são primordiais para o entendimento do desenvolvimento da personalidade de cada indivíduo, sendo mais específico aos cinco anos, época que é fundamental para a personalidade ser estabelecida.
Freud, considera que um individuo deve passar progressivamente entre as fases, e se essas fases não forem concluídas com êxito, ou seja, se algumas questões não forem superadas, podem ocorrer fixações, sendo essas um foco de maneira persistente na fase ou estágio psicosexual, sendo que até que este conflito seja resolvido a pessoa se mantém presa neste estágio (AZEVEDO, 2016).
As fases psicosexuais podem ser entendidas como:

“A primeira fase do desenvolvimento é a fase oral, que se estende desde o nascimento até aproximadamente um ano de vida. Nessa fase a criança vivencia prazer e dor através da satisfação (ou frustação) de pulsões orais, ou seja, pela boca. Essa satisfação se dá independente da satisfação da fome [...] Ao ser confrontada com frustações a criança é obrigada a desenvolver mecanismos para lidar com tais frustações. Esses mecanismos são a base da futura personalidade da pessoa. Assim, uma satisfação insuficiente das pulsões orais pode conduzir a uma tendência para ansiedade e pessimismo; já uma excessiva satisfação pode levar, através de uma fixação nessa fase, a dificuldades de aceitar novos objetos como fonte de prazer/dor em fases posteriores, aumentando assim a probabilidade de uma regressão.
A segunda fase é a fase anal, que vai aproximadamente do primeiro ao terceiro ano de vida. Nessa fase a satisfação das pulsões se dirige ao ânus, ao controle da tensão intestinal. Nessa fase a criança […] deve aprender a lidar com a frustração do desejo de satisfazer suas necessidades imediatamente. A fase fálica, que vai dos três aos cinco anos de vida, se caracteriza segundo Freud pela importância da presença (ou, nas meninas, da ausência) do falo ou pênis […]A resolução desse conflito está relacionada ao complexo de Édipo e à identificação com o genitor de mesmo sexo. O período de latência […] as fantasias e impulsos sexuais são reprimidos, tornando-se secundários, e o desenvolvimento cognitivo e a assimilação de valores e normas sociais se tornam a atividade principal da criança. A fase genital as pulsões sexuais […]se dirigem a uma pessoa do sexo oposto” (SILVA, 2010).

A fase fálica pode ser uma fase muito importante, porque a criança passa por um processo de identificação, que na maioria das vezes é ocorrido através do pai ou cuidador, assim, para lidar com tais conflitos a criança adota os valores e princípios dos pais ou cuidadores (geralmente do mesmo sexo) proporcionando assim a constituição do superego (SILVA, 2010).
Assim, como se refere Coelho Junior (2001) Freud, em sua teoria desprende uma diferenciação entre a sexualidade infantil da sexualidade no período da puberdade, em que nos processos da psique infantil ele faz a colocação de que é um momento em que este modelo repercutirá na vida adulta, considerando aspectos como: ações, afeto e representação, ou seja, “se inegavelmente há uma linha regressiva, em que o passado explica o presente (as escolhas objetais passadas explicam as escolhas atuais ou posteriores)”.
Marea (1994) discorre a respeito da escolha do objeto, considerando-o como base que constituí o sujeito, se referindo abaixo da seguinte maneira:

"fica evidente que na escolha de objeto escolhe-se sempre com base no modelo que é ao mesmo tempo constitutivo do sujeito (e portanto também narcisista) e externo (e portanto anaclítico...). Desta perspectiva, não se torna tão cortante a distinção entre os dois modos de escolha de objeto, exceto em suas possibilidades de combinação, de extraordinária riqueza.

Freud foi um grande contribuinte do estudo do desenvolvimento infantil, não se limitando a tais elementos expressos neste artigo, pois seu entendimento neste campo do saber é relevante para qualquer amante ou curioso da psicanálise, pois compreender as fases de desenvolvimento psicosexual levam além de compreender a vida infantil, pois como o próprio afirma, é através da infância que o despertar com objeto externo se desenvolve, se relaciona, se identifica, imita e não menos, todo trauma se inicia.
No que corresponde a teria de Freud com a identificação dos personagens, pode se refletir que o personagem se torna um objeto de imitação já na fase fálica, assim como obejeto de amor, por possuir certas características desejadas pela criança que se espelha e almeja ser igual.
Um dos grandes contribuidores da psicologia do desenvolvimento, pode se nomear como Donald Woods Winnicot, que trabalhou intensamente com crianças em período de guerra, e através de muitas observações desenvolveu um estudo do desenvolvimento infantil, utilizando da psicanálise como estrutura para tal.
Winnicot , esclareceu a importância do vinculo da relação mãe-bebê, que seriam os efeitos bases para o desenvolvimento emocional humano.
Winnicot acreditava que a criança nasce com uma tendência inata, e que essa tendência pode ocorrer ou não, sendo que dependerá de um ambiente facilitador, ou seja, se o ambiente (cuidador) for suficietemente bom irá possibilitar ao bebê vivenciar as satisfações e conflitos em cada etapa do desenvolvimento, assim a mãe será capaz de forncer sustentação (holding), apoio egoico e assumir a capacidade de se identificar com seu filho, o que por sua vez, se não ocorrer, entende-se que um ambiente insuficiente bom pode acarretar em dificuldades no processo de desenvolvimento (WINNICOT, 1957).
Um dos aspectos fundamentais é o que Winnicot se refere as fases do desenvolvimento emocional, em que se entende como a fase de dependência absoluta em que o estágio psicológico se encontra associado ao exercício da função maternal, a fase de dependência relativa, em que se inicia a diferênciação da mãe suficientemente boa e insuficientemente boa, onde ocorre a apresentação do objeto e a fase de transição, na qual o objeto ocupa uma função de transição para a criança, como por exemplo, a apresentação da chupeta, paninho, etc., sendo desta forma, a utilização destes a possibilidade da criança iniciar o relacionamento com objetos externos e também iniciar o processo de simbolização. Também, a fase de independência relativa compreende-se como uma fase primordial para o rumo à independência, em que a mãe fará o papel de prover a realidade para a criança e adapta-la, desta maneira, constituindo uma imagem psíquica do mundo externo da criança (WINNICOT, 1957).
Entendendo a constituição da psique no desenvolvimento infantil de acordo com Winnicot, pode se supor que a apresentação dos heróis e contos podem contribuir para a elaboração dos conflitos infantis, como permitir com que a criança consiga de certa forma elaborar suas angústias, que por ventura a mãe ou cuidador possam não ter suprido.
Os super heróis, de certa forma podem construir na subjetividade humana e principalmente na criança uma forma peculiar de continência das emoções, de estabelecer a própria resiliência para com os conflitos que o mundo la fora demanda, ou seja, de se espelhar no super herói e acreditar que se ele consegue vencer barreiras, então tudo é possível, mesmo lhes faltando alguns elementos importantes, como exemplo, a mãe (cuidador), visto que não muito distante, as crianças ainda pequenas tem junto a si os bonequinhos de super heróis preferidos, seja para brincar ou simplesmente para fazer companhia.
Entendendo que desta forma, a criança não só pode se identificar com a história do super herói, como também querer ser igual a ele, tanto em aspectos da personalidade como em aspectos fisiológicos, tendo o como exemplo, uma criança que ao crescer desejará ser igual ao Hulck (personagem) pois não permitirá que ninguém o zombe, como uma forma de proteção, ou em um outro exemplo, uma menina que ao ser abandonada buscará em um homem a solução para todos os conflitos que emergem do abandono dos pais, como no caso do famoso conto da Cinderela, que é abandonada ficando a mercê da madrasta e o príncipe a salva daquele tormento.
Assim, compreende-se a responsabilidade e importância de ter um ambiente suficientemente bom e com suporte para o desenvolvimento da criança, para que ela não tenha que buscar sozinha, sem suporte algum, preencher o que lhe falta de forma prejudicial a si mesmo, e se a busca for necessária, que seja de forma saudável para apenas elaborar os conflitos existênciais.
No tocante a Melanie Klein, entende-se que as crianças têm em si uma imagem da própria mãe como um ser dotado de malvadeza em alguns momentos e em outros não corresponde à mesma mãe, a mãe que cuida e afaga, neste momento surge o conceito descrito por ela de fantasia inconsciente, presente nas relações objetais primitivas. De acordo com Melaine Klein, essa atividade fantasmática está presente na vida da criança desde o nascimento, sendo que qualquer estímulo sentido pela criança é um potencial para fantasias, tanto agressivas quanto prazeirosas. O primeiro alvo da fantasia é o corpo da mãe, considerando que é o principal objeto com quem a criança se relaciona em seus primeiros dias de vida, tendo essa função extrema importância para a descoberta do mundo externo pela criança, acreditando que toda pulsão dessa exploração é fundamental para o desenvolvimento de trabalhos artísticos e científicos, sempre com base nas fantasias (OLIVEIRA, 2007).
Como o super-herói sempre está presente de alguma forma na vida da criança, supostamente pode se entender tal relação de destruição e amor pelo objeto encontrado, pois rotineiramente encontra-se crianças que ora amam seu super-herói e ora querem destruir seu “inimigo” ao ponto de rechaça-lo, quebrar lhe até que restem apenas migalhas. Um ponto importante é entender que a criança desde muito cedo demonstra aspectos de sua psique que se trabalhadas e interpretadas de forma responsável podem e muito obter melhorias, pois o brincar da criança não deve ser entendido apenas como uma simples distração, visto que o próprio Freud observava o brincar de seu neto com o ioio, interpretando que a criança fazia um jogo para suportar a ausência da mãe.
De acordo com Klein (1991), a brincadeira para a criança é uma forma natural de auto-expressão de seus sentimentos e problemas, assim como descreve abaixo:
“ao interpretar não apenas as palavras das crianças mas também suas atividades com seus brinquedos, apliquei este princípio básico à mente da criança, cujo brincar e atividades variadas. Na verdade, todo o seu comportamento – soa meios de expressar o que o  adulto expressa predominantemente através de palavras”.

Um dos profissionais que merecem destaque na psicologia do desenvolvimento é o teórico J. Bowlby, que desenvolveu a teoria do apego, peça fundamental para se entender a relação da criança com objetos externos, sendo o comportamento de apego uma forma da criança ou uma pessoa já adulta de acordo com Dalbem e Dell’ Aglio (2005) alcançar ou manter certa proximidade com outra pessoa, sendo que para este autor a função do apego é considerada como algo fisiológico e biológico, sendo de tal forma institivo e evoluindo ao longo da vida, buscando desenvolver uma melhor adaptação, tendo como característica a sua evolução e preservação. Deste modo, a criança se apega a figuras tanto sadias quanto abusivas, ou seja, não são realizadas apenas por associações de prazer. Elas vão desenvolver condutas enquanto os seus cuidadores vão respondendo às suas necessidades.
Nesta mesma visão, J. Bowlby (1989) relata que as experiências precoces com o cuidador primário repercutirá nas expectativas de si mesmo, dos outros e do mundo, fato que implicará no desenvolvimento de sua personalidade.
No que concerne a teoria de Bowlby, Ramires e Schneider (2010) relatam:

“Eventos da vida cotidiana podem ser interpretados de maneira distorcida ou até mesmo excluídos defensivamente, na medida em que confrontarem os modelos estabelecidos. Em alguns casos, o termo “defensivo” pode nem ser o mais adequado, na medida em que o que poderá estar em jogo é uma atribuição otimista baseada na esperança acerca de algum comportamento do cuidador. Articulando os processos defensivos com a função reguladora de emoções dos relacionamentos e das representações do apego”.

O que se entende, independente da teoria psicanalitica escolhida e suas divergências é que, o cuidado primário da criança é extremamente importante, seja para contribuir para com identificações saudáveis ou para com que o crescimento seja estabelecido de forma restauradora para a criança, ou seja, que ela tenha a oportunidade de rever suas condutas e ter alguém ou algo para se espelhar.
Nessa mesma abordagem, Bowlby (1988) relata que a saúde mental da criança vai além de cuidados básicos, pois vai depender de uma vivência calorosa, íntima e continua que estabelece com a mãe ou cuidador que mantenha este papel, em que desta forma ambos encontrem prazer.


CAPÍTULO 3 - HERÓIS COMO OBJETO SIMBÓLICO.

Desde a infância, independentemente da escolha é apresentado à criança como forma de entretenimento alguns personagens, seja de contos, de desenhos animados, de histórias, ou até mesmo de estórias, seja por que os pais desejam que a criança se distraia para que eles se ocupem de outras tarefas, ou apenas para que a criança tenha estímulos, ou bons exemplos a seguir.
É sabido que os personagens como super-heróis são conhecidos desde a antiguidade, assim como afirma Soares e Chalhub (2004), os super-heróis antes mesmo de se apresentarem nas mídias eram existentes na mitologia grega, os deuses e suas histórias fascinantes são um exemplo disso.
Assim a criança tem a oportunidade de agregar os conhecimentos advindos de seus cuidadores, sejam eles de crença, valor, moral, ou até mesmo religioso, o que demonstra que a partir do momento que a criança consegue se desligar do ser único para ela, que é a mãe/cuidador, e começa a explorar o mundo, seu meio social começa a se expandir e nisso se inicia o processo de identificação com tais elementos.
Bettelheim (2011), alerta para que os pais entendam que não são apenas imagens agradáveis e otimistas que devem ser levadas em consideração, mas que deve ser exposto um lado bilateral, em que se apresente os dois lados da vida real, que por sua vez não são apenas sorrisos.
Conforme demonstra Bettelheim (2011), a criança tem a necessidade de se entender neste mundo que é tão complexo, em que deve aprender a lidar, precisando dar sentido a muitos e imensos sentimentos que afloram diariamente, tendo a necessidade de colocar ordem em seu interior, para que com isso possa refletir em sua vida cotidiana. Entende-se que os contos transmitem não somente significados manifestos, como também latentes, transmitindo relevantes mensagens à psique, seja lá em qual nível ela se encontrar: inconsciente, pré-consciente ou consciente, ou seja, as histórias tem influência no ego que se desenvolve a cada momento, como também no inconsciente, pois através delas é que se proporciona um alívio das pressões.
Segundo Bettelheim (2011) “à medida que as histórias se desenrolam, dão crédito consciente e corpo às pressões do id, mostrando caminhos para satisfazê-las que estão de acordo com as exigências do ego e do superego”.
Não muito distante, faz se de notável importância ressaltar o brincar da criança, como destaca Aberastury (1982), no brincar da criança se observa a necessidade dela estar elaborando as situações que são para ela traumáticas, entendendo que a criança se comunica na primeira hora sobre suas fantasias inconscientes, trazendo no brincar a repetição de seus conflitos inconscientes.
É notável que as crianças mesmo em dias atuais ainda são fascinadas pelo medo, pois é através dele que é despertado a curiosidade pelo novo, que também pode estar sendo representado pela sensação de insignificância nesse universo, permitindo assim que através dele haja o despertar da sobrevivência, expandindo a pulsão de vida. Assim os contos e os personagens despertam na criança uma forma de se organizar internamente, e permite com que as crianças consigam estabelecer limites e se entender no mundo, visto que se identificam com os personagens, principalmente os que trazem o sentimento de medo, ou que consigam trazer resoluções de suas dificuldades diárias (os super-heróis), pois assim elas descobrem seu lugar na família e no mundo, que por vezes é cruel e que terão que enfrentar corajosamente (CORSO, D.L.; CORSO, M., 2006).
Compreende-se que o super-herói com toda sua estória que trás consigo repercute na criança uma forma de identificação, tanto psíquica quanto fisicamente, ou seja, pode contribuir para com que se resgate o que se perdeu, considerando a estória do super-herói que sofreu ou passou por algum tipo de tristeza e dessa forma sugere novas possibilidades de não se sentir sozinho, como por exemplo, não ter os pais presentes, mas, no entanto, ter bons amigos para seguir em frente, ou fisicamente, ser forte o suficiente para não deixar com que ninguém se aproxime.
De acordo com Flores (2003), no vínculo formado com o super-herói favorito a criança absorve os aspectos dele num processo que a autora coloca como diferenciação de sua família de origem, neste mesmo momento, a mídia age com os heróis como forma de apego, vinculando as imagens dos heróis na associação com apelo pelo comportamento, que por sua vez pode ser internalizado e integrando, constituindo desta forma um traço de identidade já na infância.
Toda criança de acordo com Martin, Rabinovich e Silva (2008) nasce indiferenciada em relação à sua família, e no decorrer de seu desenvolvimento sua principal tarefa será a de se diferenciar, dessa maneira constituindo sua autonomia e independência, sendo os sentimentos de pertencia e diferenciação sentidas no mesmo rumo.
Numa pesquisa recente sobre a influência dos super-heróis no processo de diferenciação do self em crianças, Soares e Chalhub (2004) relatam:

“verificou-se que todos os participantes possuem um herói de identificação, como também mencionam que seus amigos têm um herói de escolha, percebe-se assim que o superherói é algo comum a esse momento da infância. Nesse mesmo quesito, percebeu-se também a diferença entre os gêneros, sendo que esses ídolos infantis (super-heróis) apresentam traços tipicamente femininos para as meninas e masculinos para os meninos, diferenciando-se uns dos outros”.

Fato este, fundamental para compreender a importância da escolha de cada criança, tanto para os aspectos positivos quanto às características que elas mesmas desejam obter do personagem, sua forma de ser, seus super-poderes, pois eles sempre vencem e se o final não é muito satisfatório é sempre por que ainda terá uma continuação.
Algo importante é a consideração de que as identificações das crianças já ocorrem em tenra idade, como afirma Oliveira (2007) que a projeção tem papel fundamental na psique infantil, sendo que na projeção encontram-se mecanismos que pertencem ao mundo interior quanto ao do mundo exterior, ou seja, é através dos mecanismos de introjeção e projeção que a criança vai construindo seu mundo, sua personalidade, por meio da elaboração das fantasias, sendo que estes processos ocorrem de forma integrada constituindo uma experiência única.
No que diz respeito aos objetos de atração e amor, de acordo com Freud (1910/1972) são objetos que em geral articulam em relações pulsionais, sendo através do objeto de amor que se permite a elaboração das passagens de fantasias infantis inconscientes, para as experiências da “vida real”.
Segundo Bettelheim (2011) “uma criança pode dar corpo indiretamente a desejos profundos [...] ao tomar conta de um animal de brinquedo ou de verdade como se fosse um bebê”.
Ajudar a criança a tornar consciente daquilo que o objeto ou brinquedo significam ou representam para ela e do que está dramatizando ao brincar segundo Bettelheim (2011) lança-a numa profunda confusão da qual não pode encontrar-se preparada para suportar na sua tenra idade. No que se refere aos contos de fadas, entende-se que a criança que não tem a literatura ao seu alcance, encontra-se em uma situação vulnerável, pois é necessário descarregar suas pressões íntimas, mesmo estando privada de seu prazer inocente.
Ao que se refere aos sonhos, os contos podem se assemelhar em diversos traços. Tendo os contos como vantagens, sendo que independente do seu conteúdo, podem ocorrer em paralelo às fantasias secretas da criança. Como descreve Bettelheim (2011):
“o herói do conto de fadas tem um corpo capaz de executar feitos miraculosos. Ao identificar –se com ele, qualquer criança pode compensar em fantasia e por meio da identificação todas as inadequações, reais ou imaginárias, de seu próprio corpo. Pode fantasiar que, tal como o herói. Também ela é capaz de escalar o céu, derrotar os gigantes, mudar a sua aparência, tornar-se a pessoa mais poderosa ou a mais bonita- em resumo, fazer seu corpo ser e executar tudo aquilo que uma criança poderia almejar.

Para as crianças em dias atuais, torna-se mais fácil observar o impacto da ficção, elas se apegam e utilizam a história para elaborar seus dramas mais íntimos, dessa maneira, o colorido resplandece, e as imagens contemplam a vida. O que mais marca numa criança são os fatos que elas reproduzem em sua subjetividade alinhado ao fato de como chegou até lá. Quando contata a história por um adulto, a criança toma como se o adulto tivesse a real intenção de dizer-lhe algo através do trecho dramático, assim a criança quando deseja escutar tal história encomenda ao adulto, pedindo com que alcance tal livro, ou propondo que brinque com ela, considerando na como se ela fosse um personagem (CORSO, D.L.; CORSO, M., 2006).
O papel da literatura, quanto aos dos contos com seus super-heróis, assim como sugere Rosa (s/d) se torna semelhante à arte, em que de certa forma sempre exerceu através da história a realização da catarse dos sentimentos obturados, as emoções em que não se encontram as palavras, assim como refletir sobre alguns pontos da vida, problematizar e se fazer pensar.
A literatura, bem como os desenhos animados, filmes, os super-heróis em si despertam de certa forma muitos aspectos éticos, que são transmitidos às crianças, através de um mundo invisível, ou melhor dizendo, visível no imaginário, a criança vai se identificando, construindo sua trajetória junto aos personagens, possibilitando enfrentar dificuldades que a vida coloca.
Fato curioso é que muitos adultos não conseguem acreditar que as crianças sofrem, ou passam por “problemas”, visto que os adultos tendem a perceber os problemas como algo que se relaciona às suas dificuldades do dia-a-dia, como finanças, disfunção no trabalho, entre tantos outros. O que este artigo visa deixar claro é que a criança é um ser em desenvolvimento e crescer nem sempre é algo “bom”, pois ao crescer a criança vai passando por estágios de luto e significativamente vai deixando de lado a inocência e sua incrível forma de acreditar que sempre o super-herói vai conseguir vencer de alguma maneira.

4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muito se tem a ser considerado na concepção de criança em psicanálise, e há ainda maior contemplação de estudos que estão cada vez mais contribuindo com a descoberta da criança em desenvolvimento, sua forma peculiar de desvendar o mundo e seus processos psicológicos, que tanto a psicologia em diversas abordagens como a psicanálise podem contribuir significativamente nesse desvendar do inicio da vida.
Nesse sentindo, pode se concluir que a psicanálise obtém maior relevância no entendimento do imaginário infantil, bem como consegue descrever a relação que a criança faz com seu super-herói na fase de transição do desenvolvimento, bem como descreve o que ele representa, tanto em aspectos psicológicos quanto aos que se referem ao fisiológico, pois a crianças se espelha naquilo que ela acredita ser importante para ela, e de certa forma consegue suprir seus anseios.
Este artigo propôs de forma sucinta entender a correlação da psicanálise ao imaginário da criança e o significado do super-herói para ela, de forma que fosse possível descrever as possíveis relações com a psicologia do desenvolvimento de alguns dos autores relevantes para este tema na psicanálise, de maneira que fosse demonstrado algumas das teorias psicanalíticas com ênfase na relação com a maneira da criança se encontrar no mundo.
Para a criança, se engajar no novo pode ser considerado como algo entusiástico e surpreendente aos olhos de qualquer um, pois a princípio a criança inicia o processo de aprendizagem, se socializa e tem os pais como grandes heróis, que de certa forma provém todos os cuidados, inclusive os mais essenciais para sobrevivência, no entanto, ao se deparar com um mundo externo, que manifesta regras e impõe uma ampla relação de condutas a serem seguidas diante de sua família e sociedade a criança pode apresentar em seu mundo interior sentimentos que gerarão sofrimento, talvez o sofrimento não seja apenas no sentido mal da palavra, mas considera-se que o sofrimento neste caso seja de adaptação ao meio, por isso enquanto estudos psicanalíticos, entende-se a necessidade de compreensão da fase crucial do ser humano que é a do desenvolvimento infantil e que se possa estabelecer os cuidados necessários, tanto para com a saúde orgânica da criança como mental.
Muitos são os desenhos disponíveis em mídias sociais, e muitos são os pais cansados que desejam que a criança se atentem a um desenho em frente à tv, computador e em meio a globalização o mais frequente são visualizar celulares em mãozinhas de crianças facilmente, até mesmo bebês por incrível que pareça e a grande questão é, estão por ventura cuidado para que este herói ou heroína tenha uma mensagem de paz e virtude para com a criança? Em meio a tantas questões, fica a responsabilidade dos pais e/ou cuidadores de entender a relação do super-herói no imaginário da criança, assim como a psicanálise descreve.
Os objetivos deste artigo foram devidamente sanados, pelo fato que a psicanálise enquanto abordagem teórica, consegue de forma linear descrever os fenômenos da psique humana, bem como clarear as formas de entendimento de tais condutas, apego e estrutura.
Diante disso, o levantamento bibliográfico em artigos, livros e em mídias digitais permitiram a descrição de diversos autores renomados.
Não obstante, a personalidade da criança pode se encontrar correlacionada com a escolha do super-herói, sendo esta ligação tão forte na psique que a criança em sua terna magnitude pode se espelhar e buscar de forma inconsciente suprir a necessidade de obter um objeto que se importe com ela e lhe dê um novo sentidopara vida, de maneira que pode usufruir da introjeção ou projeção do objeto (super-herói) e assim desejar ser igual.


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